Mais uma campanha detonada, mais uma análise. Agora na visão da BSAA, com o capitão da Divisão Alfa, Chris Redfield e seu braço direito, soldado Piers Nivans.
Diferente da campanha de Leon e Helena, os soldados da BSAA se deparam com as armas biológicas de nova mutação, os chamados J'avos. Tais criaturas são infectadas pelo novo vírus, o C Virus (C de Chrysalis - Crisálida), que faz com que eles se regenerem rapidamente das feridas ou ainda sofram novas mutações quando são feridos quase mortalmente. Nesse estágio, antes da morte, os J'avos entram em combustão e se transformam em casulos, para se tornarem criaturas
OK, depois dessa "explicaçãozinha" sobre os novos seres bizarros, vemos que a campanha de Chris e Piers começa 6 meses antes da campanha do Leon, sendo este um ponto negativo no meu ponto de vista. Falarei com mais detalhes na descrição dos capítulos em si.
CAPÍTULO 1 - SHANGHAI
O desespero nas ruas de Shanghai já era evidente na chegada da BSAA
Você já chega no meio do caos. A BSAA entra no campo de batalha com civis correndo pra tudo que é lado e J'avos saindo de cada buraco. A missão dada a equipe Alfa é invadir um prédio e resgatar 3 reféns. Piers faz perguntas sobre seu capitão lembrar de coisas passadas, enquanto Chris ainda parece confuso. Sem segredo... não tem muito o que comentar na verdade... é andar, atirar e avançar. Uma emoçãozinha a mais na fuga do prédio e, ao final do capítulo, Chris olha para um dos casulos do que restou do prédio que veio abaixo e, como se começasse a lembrar, balbucia um nome: "Finn..."
Ainda que seja bem diferente da campanha de Leon, é um capítulo legal de se jogar.
CAPÍTULO 2 - EUROPA ORIENTAL
Edonia is in trouble!!!
O capítulo 2 é um flashback, explicando os acontecimentos e os motivos da amnésia de Chris. 6 meses antes do epsódio do primeiro capítulo, Chris e sua tropa estão em Edônia, uma cidade localizada no Leste Europeu. A missão deles é eliminar as B.O.W. e impedir o sucesso de grupos bioterroristas. Mesma coisa: avance e elimine os inimigos. Um monstro bizarro, com um Chupa-Cabras orgão exposto nas costas. Uma espécie de "El Gigante" (RE4).
Particularmente eu gostei da sequencia inicial na China seguida por um flashback explicativo. A idéia de jogar o epsódio é BEM melhor que assistir apenas uma CG! Nessa, a CAPCOM mandou benzão!
Quando o grupo consegue adentrar a prefeitura, após detonar dois daqueles gigantes - já com a ajuda de Jake & Sherry, o grupo se depara com as primeiras crisálidas e os monstros mega fortões que saem quando elas eclodem e em uma das salas está ela: Ada Wong. Quando o grupo está prestes a escapar do prédio, Ada tranca 3 dos 5 integrantes da equipe e lança uma granada de seringas com C Virus, transformando todos em J'avos... Chris não consegue atirar em Finn - que já não é mais como outora - e seu ex-soldado o ARREBENTA na pancada! Chris bate a cabeça no chão e fica desacordado...
CAPÍTULO 3 - SHANGHAI (NOVAMENTE)
No capítulo 3, Chris tem sua memória de volta, mas perde a percepção de sua missão por conta de seu desejo de vingança por Ada Wong. A medida que você vai avançando no cenário, um a um de sua equipe vai sendo engolido por uma cobra mutante gigante (Iluzija), exatamente como 6 meses antes, no leste Europeu. Pela ocasião, até me lembrou a faixa 2 do novo cd do Linkin Park - "In My Remains" - quando a letra diz: "Like an army... falling... one by one by one..."
O que me chateou nesse capítulo foram 2 fatores: o primeiro é o capitão traumatizado da equipe alfa perdendo todos seus soldados novamente. Se você olhar de um lado, é pra pirar o cabeção do rapaz mesmo, mas de novo essa história!? Meio falta de criatividade, hein!?
O outro foi ainda pior: não dá para engolir o tamanho da falta de criatividade e dizer que Chris ficou 6 meses bebendo em um bar na Europa. Ah, para vai! BSAA com toda a parafernalha tecnológica que tem demorou tudo isso pra achar o cara?! E vou além: se na época de Edonia, S-E-I-S M-E-S-E-S A-T-R-Á-S, já tinha aquelas B.O.W.'s gigantes e inteligentes, eu pergunto:
1) Como Leon entra na história só por 3 dias??? Ele não ficou sabendo de nada?! Tava lá, meninão nos USA?
2) E por que diabos lá na América do Norte só apareceram zumbis? Por que a Neo-Umbrella não mandou J'avos, que são mutações muito mais evoluídas?!
3) Nisso, 6 meses o couro comendo e simplesmente o pessoal da CAPCOM resume isso em "6 meses depois...". Para vai.
Capítulo fraco. Fica só vendo os caras todos serem comidos, sem medo, já sabe que você não será atacado até que ela deixe apenas um da equipe (sem contar os protagonistas, claro). Depois de dar fim a bichinha, Ada aparece e fode o último dos moicanos, resumindo a equipe de Chris em apenas ele e Piers. Depois de uma perseguição básica e de detonar aquele helicóptero chato, você vê o outro lado da cena de perseguição da Ada (se jogou com o Leon antes).
Após a cena fatídica, você se vê numa perseguição onde tem que guiar um carro e atirar com a metranca instalada nele, dependendo do personagem que está. Essa parte é bem bacana, vale pelo capítulo (além da perseguição a Ada). Ao final da perseguição, você está dentro de um barco.
CAPÍTULO 4 - NO PORTA-AVIÕES
Pilotar avião é novidade em Resident: a Guerra contra o Bioterrorismo está quente!
Se estiver jogando com Piers, você já começa no sufoco com um J'avo tentando enfiar a faca na sua garganta, enquanto está caído.
Olha, provavelmente minha opinião será influenciada pelo bug que me impediu de ver uma cena fatídica do jogo que ocorre nesse capítulo... vou tentar ser imparcial.
A primeira parte é um DEUS nos acuda, atirando pra todo lado, vindo nego de tudo que é canto... é uma parte bem legal para jogar em co-op, já que um pode ir cobrindo o outro, no caso, quem está com Piers e seu rifle de mira térmica. Mas com a """inteligência""" artificial... não que seja ruim, mas perto de uma pessoa, nem se compara.
Bom, depois é ficar seguindo a Ada pelo navio até a morte dela. Sim, ela morre. Tá bom, me segurei até agora, mas tem 2 "Adas" no jogo: Carla é o clone da paixão secreta de Leon. Eu mesmo, durante o jogo não percebi, mas em alguns momentos Chris e Piers perseguiam Ada e outros, Carla. Burros (e eu também), já que elas tem vestimentas distintas.
Agora vem a primeira parte legal do capítulo: você está na parte do navio onde vivem os marinheiros: cozinha, dormitórios, corredores estreitos. Então você se depara com uma porta onde são necessárias 3 chaves e precisa procurá-las. Fácil? Rá! Os famosos Rasklapanjes (também chamados carinhosamente por mim e meu parceiro de jogo Paulo de "Bigatêro") estão por toda parte. É um "mais do mesmo" da parte do Leon, quando tem que achar 3 chaves no meio da feira da China (que é bem provável que exista de verdade naquela nojeira toda).
Aí sim: a segunda parte bacana do capítulo é quando você chega ao hangar e... tem um caça VTOL muito louco pra você sair arrebentando!!! Se estiver jogando com Chris...
Se estiver com Piers, num primeiro momento será o encarregado por atirar nas anti-aéreas. Logo depois, terá que desarmar os mísseis, enquanto Chris arrebenta lá do alto. É de tirar o fôlego, principalmente pelo Ogroman que aparece no finalzinho! Ainda assim, a dupla não consegue impedir que um dos mísseis seja lançado rumo a cidade...
Apesar do bug e da raiva que passei com esse capítulo, é uma baita ação e doideira. Eu gostei muito, porém ainda há muitas lacunas na história a serem preenchidas.
CAPÍTULO 5 - LABORATÓRIO SUBMARINO (PLATAFORMA DE PETRÓLEO)
Haos é a maior B.O.W. criada pela Neo-Umbrella e estava escondida em um Lab. Submarino
Particularmente o capítulo é meio confuso... o começo é parecido com o início do capítulo 4: um monte de tiro pro seu lado e você tem que avançar devagar e dando/recebendo cobertura. Num segundo momento, você estará cercado por J'avos e criaturas em crisálidas. Tem que aguentar vivo por um tempo, até que a porta seja liberada.
Na cena seguinte você conhece o bonitão da foto: a dupla encontra Sherry e Jake e, após este descobrir sobre a história de seu pai e Chris, eles concordam em dar o fora dali, já que o mundo necessita do sangue de Jake. Aí vem uma parte tipo "Carrossel", onde um elevador vai subindo e girando e um monte de J'avo atirando em você.
Quando chegam no topo, uma gigantesca B.O.W. começa a sair do casulo. A idéia da Neo-Umbrella é que esta suba a superfície e se espalhe ao redor do mundo, contaminando a todos. A história aqui é a seguinte: em um primeiro momento, PERNAS PRA QUE TE QUERO!!! Fuja do bitelo e na sequência terá que enfrentá-lo até ACHAR que tudo está bem.
O bichão volta e será necessário correr o mais rápido possível novamente, mas agora em um corredorzão e com tempo mais restrito. Ao final, Piers salva Chris, que salva Piers, que lesiona seriamente o braço, enquanto Chris está sendo amassado pelo bichão. Piers, percebendo que não há alternativa, avista o soro que pegou da mala de Carla e, sem hesitar (pois é, serei obrigado a contar), injeto no braço machucado. Haha amigo... o rapaz vira um J'avo bizarro com um bração elétrico!!! Com uma mega descarga elétrica, ele salva Chris, mas ainda terão que enfrentar o "Mega Bigato" por mais uma vez.
Logo após é só destruir umas barreiras nojentas de gosma e curtir o final.
Eu confesso que o final foi surpreendente (no caso, o Piers virando J'avo - o que não deixa de ser uma ironia). Também fiquei em choque, já que eu gostava do cara e até achei que ele seria o substituto do capitão na BSAA, como o mesmo queria. Uma baita idéia, aprovado esse final.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
COD, Gears of Wars, Battlefield... sim, é isso mesmo que se parece essa campanha. Não joguei nenhum desses jogos, mas o estilo de jogo é o mesmo (sempre em 3ª pessoa, claro). "Ah, então ficou uma merda!" - não, não ficou uma merda, a não ser que você ache esses jogos (ou o estilo) uma merda. "É, mas não é Resident Evil!" - é, é Resident Evil, sim. Porra, vamos lá: a história de RE sempre foi voltada para o conceito de ARMAS BIOLÓGICAS, o não significa que os inimigos devem ser apenas zumbis. E, de mais a mais, até no RE 1 - o clássico - existiam Hunters, uma cobra gigante, corvos, cachorros e até um tubarão mutante!!! Então para com essa choradeira, vai!
Agora: concordo plenamente que o jogo mudou sua essência de Survival Horror e isso que chateou muitos fãs (inclusive eu), muito embora em alguns momentos do jogo não passará uma agulha (se é que me entende). Mas a CAPCOM colocou um estilo mais ação apenas porque apostou na "modinha do momento" desses jogos citados e atirou no pé... em minha visão, modificar o estilo de uma série mais que consagrada não é a melhor das idéias, a não ser que ela venha mal... não era o caso.
Particularmente, achei que em RE 4 ainda tinha muito do estilo clássico, embora os inimigos não eram mais zumbis e a história foi meio mal contada (Ganados? Parasita em ovos? Para vai... já não é mais conceito de bioterrorismo isso né!? Escavaram e acharam um parasita!? Tosco.), porém a falta de munição e ervas, momentos que você era forçado a RUN LIKE HELL!!!, entre outros, faziam o jogo assustar o jogador e esse era o conceito.
A campanha de Chris e Piers é tiroteiro, porrada, vai entrando e atirando... só faltou colocar a bandeirinha da BSAA no território inimigo. Guerra mesmo. Pelo menos eles colocaram um contexto disso, o que não minimiza em muita coisa a cagada que cometeram.
NOTA: 7,5 - apesar de muitas lacunas na história e de muitos altos e baixos, o final foi surpreendente e o estilo de ação não ficou ruim, foi bem legal até. Nem chega perto do estilo Max Payne 3, mestre em tiro 3ª pessoa, mas ganha carisma pela série. A nota não é ruim, mas se levarmos em consideração ser Resident Evil, também poderia ser bem melhor.


Nenhum comentário:
Postar um comentário