segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Jogando a Demo - DmC Devil May Cry

Box Art de DmC Devil May Cry

Fala galera!

Saiu na última semana a demo de DmC - Devil May Cry, tanto na PSN quanto na Live, para alegria dos fãs do anti-herói Dante, dos combos arrasadores e das músicas que combinam perfeitamente com o cenário caótico e, principalmente, com a ação do jogo.

Primeiramente é importante ressaltar que a CAPCOM leva o nome no jogo, porém ele foi desenvolvido pela Ninja Theory. Mas... como assim? Que porra é essa? Pois é, o resumo da ópera é o seguinte: o cara que "inventou" o jogo havia saído da CAPCOM, fazendo com que ela vendesse o desenvolvimento pela Ninja Theory. Curiosidade: o cara voltou a trampar na CAPCOM, mas aí a vaca já tinha ido pro brejo. Quer uma outra? Na manga esquerda do jaco de Dante tem uma bandeira da Grã-Bretanha e a Ninja Theory é inglesa.

E o que isso muda no jogo? Tudo. Percebam que o título NÃO TRAZ O NÚMERO 5. Ou seja: não é um quinto jogo, não é uma sequencia, mas sim um recomeço. Tanto é que Dante parece estar com a menor idade em comparação a todos os outros jogos. Pelos vídeos que saiu, também dá para perceber que ele nunca havia visto Vergil na vida. Uma outra coisa: a fisionomia de Dante também está diferente e isso foi motivo de desconfiança dos fãs... também, até eu achei zuado uma das primeiras fotos lançadas! Cara de bichinha, emo... única coisa legal é o olho demoníaco.

Dante eminho! Zuado pra KCT

Mas aí saíram outras fotos e um gameplay do jogo que mostraram que Dante não é o bichola da imagem acima, mas um muleque bem do abusado e cheio de estilo!

Bem diferente da primeira art lançada!

O cara mete a mala, cheio de estilo, pra cima do demônio bizarro!

Ainda sobre a história: parece que existe um inferno em uma dimensão paralela na cidade, tomado por demônios que controlam os humanos sem que eles saibam. Vergil é o líder de uma organização, The Order, que combate esses demos e está atrás de Dante, uma importante arma para essa guerra. O legal é que, mesmo com a mudança da empresa desenvolvedora, ambos ainda são filhos de Sparda, um demônio que ajudava os humanos, e Eva. Aí vem uma questão: eu joguei todos os jogos, mas pelo que lembro, Eva era uma humana que se relacionou com Sparda... a questão aqui é que a nova história traz que Eva era um anjo, sendo Dante e Vergil metade demônios, metade anjos (!!!) e não 1/2 demos, 1/2 humanos. Ah, a espada Rebellion e seus dois revólveres Ebony & Ivory também estão de volta!

Se Dante não é filho de anjo... com certeza ele terá um! Bela art!

Enfim, o jogo! Sendo demônio/anjo, Dante possuí habilidades demoníacas e angelicais, bem como suas armas e, consequentemente, os combos. É preciso saber qual delas utilizar para acessar locais obrigatórios ou bonus stages. No começo é confuso, mas é bem inteligente e muito bem feito também.

O mais legal continua sendo os combos. E como você pode trocar as armas demoníacas para angelicais (e vice-versa) segurando apenas um botão, a variação de combos é impressionante e nos traz a velha sensação de detonar demônios em solo, combos infinitos no ar, usar as armas para puxar/se lançar nos inimigos e tudo ao som da ótima e velha trilha sonora, com rock pesadaço! As músicas são tão boas e se encaixam tão bem no jogo que embalam seus combos contra os inimigos... isso já diz tudo.

A demo compreende dois tipos de batalha: a fase e uma boss battle. Você também pode escolher o nível de dificuldade, sendo que o mais difícil (Son of Sparda) só é liberado após você completar a demo uma vez.

Não há muito mais o que falar: na demo da fase é detonar todos os inimigos pela frente e se acostumar com os combos, testando as muitas variedades. Já contra o boss, percebe-se que eles mantiveram a linha de estratégia, utilizando inclusive o cenário para vencê-lo.

E, é claro que o melhor ficou para o final: Devil Trigger. Quando Dante explode de raiva, ele se transforma em sua forma demoníaca e nesse reboot, pasmem, ele vira o Dante antigo: cabelos brancos e casaco vermelho. Idéia sensacional, na minha opinião. No meu raciocínio penso que seria algo que com o tempo Dante dominou e por isso passou a ter essa aparência quando mais velho.

Quem disse que o velho Dante não mais existe?

A conclusão é: se o jogo manter o nível da demonstração e daí para cima, o investimento é bem válido. Se você já jogou outros títulos (principalmente o primeiro e o segundo), com certeza irá comprar, vai por mim. Aliás, eu acabei de comprar na pré-venda. Ah sim: o jogo tem lançamento marcado para o dia 15 de Janeiro de 2013, com entrega prevista para dia 18 do mesmo mês (fonte: Saraiva MegaStore).

FACE YOUR DEMONS!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Resident Evil 6 - Campanha: Chris & Piers


Salve!

Mais uma campanha detonada, mais uma análise. Agora na visão da BSAA, com o capitão da Divisão Alfa, Chris Redfield e seu braço direito, soldado Piers Nivans.

Diferente da campanha de Leon e Helena, os soldados da BSAA se deparam com as armas biológicas de nova mutação, os chamados J'avos. Tais criaturas são infectadas pelo novo vírus, o C Virus (C de Chrysalis - Crisálida), que faz com que eles se regenerem rapidamente das feridas ou ainda sofram novas mutações quando são feridos quase mortalmente. Nesse estágio, antes da morte, os J'avos entram em combustão e se transformam em casulos, para se tornarem criaturas filha-da-putamente chatas mais fortes.

OK, depois dessa "explicaçãozinha" sobre os novos seres bizarros, vemos que a campanha de Chris e Piers começa 6 meses antes da campanha do Leon, sendo este um ponto negativo no meu ponto de vista. Falarei com mais detalhes na descrição dos capítulos em si.


CAPÍTULO 1 - SHANGHAI

O desespero nas ruas de Shanghai já era evidente na chegada da BSAA

Você já chega no meio do caos. A BSAA entra no campo de batalha com civis correndo pra tudo que é lado e J'avos saindo de cada buraco. A missão dada a equipe Alfa é invadir um prédio e resgatar 3 reféns. Piers faz perguntas sobre seu capitão lembrar de coisas passadas, enquanto Chris ainda parece confuso. Sem segredo... não tem muito o que comentar na verdade... é andar, atirar e avançar. Uma emoçãozinha a mais na fuga do prédio e, ao final do capítulo, Chris olha para um dos casulos do que restou do prédio que veio abaixo e, como se começasse a lembrar, balbucia um nome: "Finn..."

Ainda que seja bem diferente da campanha de Leon, é um capítulo legal de se jogar.


CAPÍTULO 2 - EUROPA ORIENTAL

Edonia is in trouble!!!

O capítulo 2 é um flashback, explicando os acontecimentos e os motivos da amnésia de Chris. 6 meses antes do epsódio do primeiro capítulo, Chris e sua tropa estão em Edônia, uma cidade localizada no Leste Europeu. A missão deles é eliminar as B.O.W. e impedir o sucesso de grupos bioterroristas. Mesma coisa: avance e elimine os inimigos. Um monstro bizarro, com um Chupa-Cabras orgão exposto nas costas. Uma espécie de "El Gigante" (RE4).

Particularmente eu gostei da sequencia inicial na China seguida por um flashback explicativo. A idéia de jogar o epsódio é BEM melhor que assistir apenas uma CG! Nessa, a CAPCOM mandou benzão!

Quando o grupo consegue adentrar a prefeitura, após detonar dois daqueles gigantes - já com a ajuda de Jake & Sherry, o grupo se depara com as primeiras crisálidas e os monstros mega fortões que saem quando elas eclodem e em uma das salas está ela: Ada Wong. Quando o grupo está prestes a escapar do prédio, Ada tranca 3 dos 5 integrantes da equipe e lança uma granada de seringas com C Virus, transformando todos em J'avos... Chris não consegue atirar em Finn -  que já não é mais como outora - e seu ex-soldado o ARREBENTA na pancada! Chris bate a cabeça no chão e fica desacordado...


CAPÍTULO 3 - SHANGHAI (NOVAMENTE)


Chris foi perdendo novamente sua equipe, um a um, 6 meses após Edonia

No capítulo 3, Chris tem sua memória de volta, mas perde a percepção de sua missão por conta de seu desejo de vingança por Ada Wong. A medida que você vai avançando no cenário, um a um de sua equipe vai sendo engolido por uma cobra mutante gigante (Iluzija), exatamente como 6 meses antes, no leste Europeu. Pela ocasião, até me lembrou a faixa 2 do novo cd do Linkin Park - "In My Remains" - quando a letra diz: "Like an army... falling... one by one by one..."

O que me chateou nesse capítulo foram 2 fatores: o primeiro é o capitão traumatizado da equipe alfa perdendo todos seus soldados novamente. Se você olhar de um lado, é pra pirar o cabeção do rapaz mesmo, mas de novo essa história!? Meio falta de criatividade, hein!?

O outro foi ainda pior: não dá para engolir o tamanho da falta de criatividade e dizer que Chris ficou 6 meses bebendo em um bar na Europa. Ah, para vai! BSAA com toda a parafernalha tecnológica que tem demorou tudo isso pra achar o cara?! E vou além: se na época de Edonia, S-E-I-S  M-E-S-E-S  A-T-R-Á-S, já tinha aquelas B.O.W.'s gigantes e inteligentes, eu pergunto:

1) Como Leon entra na história só por 3 dias??? Ele não ficou sabendo de nada?! Tava lá, meninão nos USA?

2) E por que diabos lá na América do Norte só apareceram zumbis? Por que a Neo-Umbrella não mandou J'avos, que são mutações muito mais evoluídas?!

3) Nisso, 6 meses o couro comendo e simplesmente o pessoal da CAPCOM resume isso em "6 meses depois...". Para vai.

Capítulo fraco. Fica só vendo os caras todos serem comidos, sem medo, já sabe que você não será atacado até que ela deixe apenas um da equipe (sem contar os protagonistas, claro). Depois de dar fim a bichinha, Ada aparece e fode o último dos moicanos, resumindo a equipe de Chris em apenas ele e Piers. Depois de uma perseguição básica e de detonar aquele helicóptero chato, você vê o outro lado da cena de perseguição da Ada (se jogou com o Leon antes).

Após a cena fatídica, você se vê numa perseguição onde tem que guiar um carro e atirar com a metranca instalada nele, dependendo do personagem que está. Essa parte é bem bacana, vale pelo capítulo (além da perseguição a Ada). Ao final da perseguição, você está dentro de um barco.


CAPÍTULO 4 - NO PORTA-AVIÕES

Pilotar avião é novidade em Resident: a Guerra contra o Bioterrorismo está quente!

Se estiver jogando com Piers, você já começa no sufoco com um J'avo tentando enfiar a faca na sua garganta, enquanto está caído.

Olha, provavelmente minha opinião será influenciada pelo bug que me impediu de ver uma cena fatídica do jogo que ocorre nesse capítulo... vou tentar ser imparcial.

A primeira parte é um DEUS nos acuda, atirando pra todo lado, vindo nego de tudo que é canto... é uma parte bem legal para jogar em co-op, já que um pode ir cobrindo o outro, no caso, quem está com Piers e seu rifle de mira térmica. Mas com a """inteligência""" artificial... não que seja ruim, mas perto de uma pessoa, nem se compara.

Bom, depois é ficar seguindo a Ada pelo navio até a morte dela. Sim, ela morre. Tá bom, me segurei até agora, mas tem 2 "Adas" no jogo: Carla é o clone da paixão secreta de Leon. Eu mesmo, durante o jogo não percebi, mas em alguns momentos Chris e Piers perseguiam Ada e outros, Carla. Burros (e eu também), já que elas tem vestimentas distintas.

Agora vem a primeira parte legal do capítulo: você está na parte do navio onde vivem os marinheiros: cozinha, dormitórios, corredores estreitos. Então você se depara com uma porta onde são necessárias 3 chaves e precisa procurá-las. Fácil? Rá! Os famosos Rasklapanjes (também chamados carinhosamente por mim e meu parceiro de jogo Paulo de "Bigatêro") estão por toda parte. É um "mais do mesmo" da parte do Leon, quando tem que achar 3 chaves no meio da feira da China (que é bem provável que exista de verdade naquela nojeira toda).

Aí sim: a segunda parte bacana do capítulo é quando você chega ao hangar e... tem um caça VTOL muito louco pra você sair arrebentando!!! Se estiver jogando com Chris...

Se estiver com Piers, num primeiro momento será o encarregado por atirar nas anti-aéreas. Logo depois, terá que desarmar os mísseis, enquanto Chris arrebenta lá do alto. É de tirar o fôlego, principalmente pelo Ogroman que aparece no finalzinho! Ainda assim, a dupla não consegue impedir que um dos mísseis seja lançado rumo a cidade...

Apesar do bug e da raiva que passei com esse capítulo, é uma baita ação e doideira. Eu gostei muito, porém ainda há muitas lacunas na história a serem preenchidas.


CAPÍTULO 5 - LABORATÓRIO SUBMARINO (PLATAFORMA DE PETRÓLEO)

Haos é a maior B.O.W. criada pela Neo-Umbrella e estava escondida em um Lab. Submarino


Particularmente o capítulo é meio confuso... o começo é parecido com o início do capítulo 4: um monte de tiro pro seu lado e você tem que avançar devagar e dando/recebendo cobertura. Num segundo momento, você estará cercado por J'avos e criaturas em crisálidas. Tem que aguentar vivo por um tempo, até que a porta seja liberada.

Na cena seguinte você conhece o bonitão da foto: a dupla encontra Sherry e Jake e, após este descobrir sobre a história de seu pai e Chris, eles concordam em dar o fora dali, já que o mundo necessita do sangue de Jake. Aí vem uma parte tipo "Carrossel", onde um elevador vai subindo e girando e um monte de J'avo atirando em você.

Quando chegam no topo, uma gigantesca B.O.W. começa a sair do casulo. A idéia da Neo-Umbrella é que esta suba a superfície e se espalhe ao redor do mundo, contaminando a todos. A história aqui é a seguinte: em um primeiro momento, PERNAS PRA QUE TE QUERO!!! Fuja do bitelo e na sequência terá que enfrentá-lo até ACHAR que tudo está bem.

O bichão volta e será necessário correr o mais rápido possível novamente, mas agora em um corredorzão e com tempo mais restrito. Ao final, Piers salva Chris, que salva Piers, que lesiona seriamente o braço, enquanto Chris está sendo amassado pelo bichão. Piers, percebendo que não há alternativa, avista o soro que pegou da mala de Carla e, sem hesitar (pois é, serei obrigado a contar), injeto no braço machucado. Haha amigo... o rapaz vira um J'avo bizarro com um bração elétrico!!! Com uma mega descarga elétrica, ele salva Chris, mas ainda terão que enfrentar o "Mega Bigato" por mais uma vez.

Logo após é só destruir umas barreiras nojentas de gosma e curtir o final.

Eu confesso que o final foi surpreendente (no caso, o Piers virando J'avo - o que não deixa de ser uma ironia). Também fiquei em choque, já que eu gostava do cara e até achei que ele seria o substituto do capitão na BSAA, como o mesmo queria. Uma baita idéia, aprovado esse final.


CONSIDERAÇÕES FINAIS


COD, Gears of Wars, Battlefield... sim, é isso mesmo que se parece essa campanha. Não joguei nenhum desses jogos, mas o estilo de jogo é o mesmo (sempre em 3ª pessoa, claro). "Ah, então ficou uma merda!" - não, não ficou uma merda, a não ser que você ache esses jogos (ou o estilo) uma merda. "É, mas não é Resident Evil!" - é, é Resident Evil, sim. Porra, vamos lá: a história de RE sempre foi voltada para o conceito de ARMAS BIOLÓGICAS, o não significa que os inimigos devem ser apenas zumbis. E, de mais a mais, até no RE 1 - o clássico - existiam Hunters, uma cobra gigante, corvos, cachorros e até um tubarão mutante!!! Então para com essa choradeira, vai!

Agora: concordo plenamente que o jogo mudou sua essência de Survival Horror e isso que chateou muitos fãs (inclusive eu), muito embora em alguns momentos do jogo não passará uma agulha (se é que me entende). Mas a CAPCOM colocou um estilo mais ação apenas porque apostou na "modinha do momento" desses jogos citados e atirou no pé... em minha visão, modificar o estilo de uma série mais que consagrada não é a melhor das idéias, a não ser que ela venha mal... não era o caso.

Particularmente, achei que em RE 4 ainda tinha muito do estilo clássico, embora os inimigos não eram mais zumbis e a história foi meio mal contada (Ganados? Parasita em ovos? Para vai... já não é mais conceito de bioterrorismo isso né!? Escavaram e acharam um parasita!? Tosco.), porém a falta de munição e ervas, momentos que você era forçado a RUN LIKE HELL!!!, entre outros, faziam o jogo assustar o jogador e esse era o conceito.

A campanha de Chris e Piers é tiroteiro, porrada, vai entrando e atirando... só faltou colocar a bandeirinha da BSAA no território inimigo. Guerra mesmo. Pelo menos eles colocaram um contexto disso, o que não minimiza em muita coisa a cagada que cometeram.

NOTA: 7,5 - apesar de muitas lacunas na história e de muitos altos e baixos, o final foi surpreendente e o estilo de ação não ficou ruim, foi bem legal até. Nem chega perto do estilo Max Payne 3, mestre em tiro 3ª pessoa, mas ganha carisma pela série. A nota não é ruim, mas se levarmos em consideração ser Resident Evil, também poderia ser bem melhor.


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Pedágios nas Estradas Brasileiras: Mais Uma na Conta do Povo

Escrevi sobre o tema no blog do meu brother lá do trampo, o Mikhael.

É um absurdo, governo tá tirano o povo, mas aceitamos sempre né... então de que adianta?

Mesmo assim, o post tá aqui ó.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Resident Evil 6 - Campanha: Leon & Helena


Salve salve!

Depois de postar minhas segundas impressões sobre o jogo, volto a falar de Resident Evil 6. Agora para falar da campanha Leon & Helena.

Todo mundo que está interessado no jogo com certeza já viu alguma matéria e/ou vídeo sobre o jogo - ninguém vai pagar um preço abusivo em um game sem saber se o jogo é bom, mesmo com um histórico de sucesso como RE (vide RE Operation Raccoon City né...) - e nessa já pegaram a idéia: de novato policial em RE2 para agente máximo de campo da DSO (Divisão de Operações de Segurança) em R6, passando por agente especial do próprio (então) presidente - pai da Ashley - em RE4, Leon tem em sua campanha uma espécie de túnel do tempo, com características dos clássicos RE1 a RE3, onde foram novamente incorporadas.

O gênero Survival Horror retornou nesta campanha, que conta com um nível extremo de tensão em muitos momentos - até pela qualidade dos gráficos - além da falta de munições e ervas. Esse último, por sinal, foi o pior no meu caso... precisava morrer de propósito em várias situações para voltar cheio de vida no último checkpoint. O caos nas ruas e o desespero dos sobreviventes que encontramos no decorrer do jogo, além do fato de assistirmos muitos deles morrerem e virarem zumbis é bem gratificante! Enfim: campanha digna de RE1 e RE2, com certeza!

Os movimentos de esquiva são muito úteis contra zumbis e até mesmo contra os bosses. Também vale mencionar as opções de modos algumas armas - como o rifle de precisão do Piers, que ativa a visão térmica.


CAPÍTULO 1 - TALL OAKS


As ruas de Tall Oaks em caos

O capítulo 1 desta campanha remete a RE1: um silêncio aterrorizante, manchas de sangue por todos os lugares, cenário revirado - indício do desespero das pessoas, corpos no chão que prendem sua atenção com um suspense se irão atacá-lo. Sim, alguns corpos estão em decomposição mas não levantam, sendo impossível saber previamente se são zumbis ou apenas parte do cenário! Locais aterrorizantes (no metrô), multidão de zumbis correndo em sua direção, caos nas ruas. Também há uma pequena menção a Resident Evil: Outbreak (e subsequentes), onde há interação com outros sobreviventes. Na minha opinião, o melhor capítulo desta campanha.


CAPÍTULO 2 - CEMITÉRIO / CATEDRAL


Fucking creepy!

Outro capítulo aterrorizante, já que se passa em um cemitério. A sequência da cidade é promissora, começando em meio aos túmulos, covas e mausoléus e terminando na tão esperada catedral (a mesma que eu já não aguentava mais ouvir a Helena falar). Lá estão alguns sobreviventes que auxiliam a dupla principal no combate pré-boss em frente a porta principal da imensa igreja e sofrem com a criatura Lepotitsa, a origem da infestação na cidade. Um ótimo capítulo, ainda que seja inferior ao primeiro.


CAPÍTULO 3 - CATACUMBAS E CRIPTAS DE MEMBROS DE "A FAMÍLIA"


Eu preferia a Deborah na versão mais... hããã... humana.


Em minha humilde opinião, é o capítulo mais chato de todos (ainda que seja bom do mesmo jeito). O início é na catedral e a sequência imediata é no laboratório subterrâneo, onde vemos o desespero de Helena tentando achar "uma tal de Deborah". Leon não entende porra nenhuma nada, mas continua acompanhando a parceira.

Após acharem a irmã de Helena, rola uma cena bem louca dela virando um casulo e a Ada metendo uma flecha na cabeça dela! Enfim, agora a parte ruim: a sequência após o lab são as catacumbas da família de Simmons e um ponto fora da curva. Como a cidade inteira pode estar acima de um lugar que desmorona e continua intacta!?!? Não faz sentido para mim. Novamente: em comparação, o pior capítulo da campanha.



CAPÍTULO 4 - SHANGHAI

E eu viajo de avião semana sim, semana... sim. =[

Baita capítulo! O início é animal, com Leon e Helena já em espaço aéreo chinês, quando o piloto RESOLVE virar um casulo nojento! E, só pra ajudar, ainda vira uma mina cheia de tetas fumegantes de gás biologicamente tóxico que fode todo mundo transformando em zumbi Lepotitsa... a sorte é que POR UM ACASO o co-piloto morto tinha só uma pequena MAGNUM, o que já ajuda um pouco, né?!

Só que, apesar de ser tudo 1ª classe, o avião tá lotado... e no capítulo 2 a gente já viu o que esse monstro faz né?! Pois é... foto acima fala tudo.

Saindo do avião, tem uma cena um tanto quanto nostálgica e, finalmente, uma quádrupla interação (se você estiver online e permitir, claro)! Ustanak vem a caça!!! Depois disso vemos uma paisagem as ruas chinesas, aquelas coisas bizarras que todos já sabem: mercado a céu aberto, carnes putrefadas sendo vendidas, miolos, entranhas... etc. O lance é que Leon e Helena (principalmente né!) estão a caça de Simmons (só o chefe da segurança nacional, só isso só...!) pelos crimes que cometeu. Achando, o safado ainda dificulta as coisas depois de ser infectado pelo C-Virus. Um ótimo capítulo também, talvez o segundo mais legal, brigando com o "Cemitério/Catedral"


CAPÍTULO 5 - SHANGHAI / NEO-UMBRELLA



Agora você imagina essa névoa atingindo SÓ o pais mais populoso do Planeta...

Hora de resolver as pendências: é correr atrás do Simmons, fugir dos 10 MILHÕES DE INFECTADOS, ajudar o pessoal da BSAA, vazar da cidade, provar inocência de Leon e Helena... desespero total. Sempre com zumbis rodeando, troca de arma que nem louco, nem dá tempo de curar direito!

Último chefe é, como em qualquer jogo, CHATO e persistente. Não é difícil, mas emocionante. Quanto ao final... sei lá. Esperava mais, bem mais mesmo. Embora seja um bom capítulo, só ganha das catacumbas, ficando bem atrás dos outros 3 e achei o final beeeem abaixo mesmo. Uma ceninha mais ou menos...


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Baita campanha. Cheia de sustos, desespero, fugas, tiro pra tudo que é lado, procura frenética por ervas e munições, além de jogar o controle do 12º andar quando finalmente encontra, mas não tem slot suficiente ¬¬

De qualquer forma, o Leon já é um ótimo pré-requisito para gostar da campanha, já que é um dos principais personagens de TODA a série. O fato de ser a campanha que mais concilia o classic horror e o estilo moderno do jogo, afinal não dá para exigir câmera fixa como em 1994... vamos evoluir né!?

NOTA: 9,0 (perdeu um ponto pelo capítulo 3, que foi escrito quando o diretor tava cheio de saquê na cabeça)

OBS: a campanha de Leon dura, cronologicamente, apenas 3 dias: de 29 de Junho a 1º de Julho.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Coletânea: Uma Semana na Europa

E aí gente boa!

Nesta 30º postagem escolhi fazer uma coletânea dos posts que fiz durante minha estadia na Suíça, na semana de 22 a 26/10 (sim, passei meu aniversário lá, do calor de 30ºC até ver neve em apenas 8 dias!).

Tem uns vídeos e algumas fotos também!

Sem mais demora, estão aí os links:

Dia 1: Diário de Bordo - Uma semana na Europa - Dia 1
Dia 2: Diário de Bordo - Uma semana na Europa - Dia 2
Dia 3: Diário de Bordo - Uma semana na Europa - Dia 3
Dia 4: Diário de Bordo - Uma semana na Europa - Dia 4
Dia 5: Diário de Bordo - Uma semana na Europa - Dia 5
Dia 6: Diário de Bordo - Uma semana na Europa - Dia 6
Dia 7 e 8: Diário de Bordo - Uma semana na Europa - Dias 7 & 8

Para quem não viu, espero que gostem!

Abraço!